Sobre nós

Não se esqueça de nos adicionar no facebook, basta um click

Mudança 2013

 

2013 uma nova alteração, apesar de manter a casa em Santarém onde se encontram alguns dos meus gatos a viver com os meus pais.

Era a altura de fazer uma nova mudança, Passei a viver na Figueira da Foz.

A fazer-me companhia estam alguns dos meus gatos (infelizmente não posso levar todos para um apartamento, mas tenho sempre alguns comigo) e 3 meninas, a minha namorada Gena Lopes, e as suas duas filhas Cátia e Viviana.

 

O recomeço 2010

 

2008 Tudo mudou no gatil e nos planos com a separação dos dois membros do casal.

Novos tempos e alguma indefinição em relação ao que seria do gatil e dos pequenos de quatro patas que o constituíam levou a que durante muito tempo tudo ficasse parado.

2010 O recomeço apenas se deu em 2010 e fui eu, Vitor Emidio, que reinicie um plano que tinha ficado parado mas que agora ganhava novo alento e força

Saídas durante este tempo e por incapacidade de dar atenção e carinho a todos como merecem tive de encontrar famílias novas para alguns dos meus pequenotes.

 

Vitor Emidio, Novembro de 2010

A história do que fomos até 2008

O meu nome é Mariana, sou Psicologa e vivo com o Vitor que paralelamente ao trabalho como medidor/orçamentista estuda Engenharia Civil.

Ambos crescemos com animais em casa dos nossos pais e assim naturalmente quando começamos a namorar acrescentamos um membro á nossa recentemente formada familia. O Galway - é um cão de raça Irish Setter e foi o nosso primeiro companheiro. Desde muito cedo percebemos que ele ía ter problemas no futuro e aos 4 anos foi-lhe diagnosticado artroses graves. Hoje tem seis anos e continua cheio de força, renasceu quando o Davis, um Border Collie, se juntou á já nossa numerosa familia, continua no entanto de tempos a tempos sofrer com dores na anca e a ser-lhe dificil levantar-se.

Os gatos sempre foram a minha paixão. Tinha o Galway dois anos quando consegui convencer o Vitor de arranjarmos um felino para nós. A Kuma um gato de rua é um amor, mas só gosta de humanos, os outros gatos são para ser mantidos á distancia, não poderemos dizer que este comportamento se deva a ter sido filha unica, felina, na casa por muito tempo, pois ao fim de dois meses o Vitor viu a Misty numa loja de animais.

Apaixonamos-nos, não era por ser de raça mas ela e a irmã eram a coisa mais linda que alguma vez tinhamos visto. Duas gatinhas azuis e cremes lindasss de morrer com umas caudas enormes e felpudas.

Como não conheciamos esta raça tentamos procurar informações, nomeadamente na internet. No entanto não há nada melhor, para conhecer a raça, do que ir a uma exposição e falar directamente com os Criadores. Havia uma exposição marcada daí a pouco tempo. No Sábado ainda antes da exposição abrir já lá estavamos á espera.... Grande confusão, muitas pessoas chegavão cheias de caixas com gatos lá dentro, estavamos empolgados. Entrámos e começamos á procura de BOSQUES. Foi fácil. Encontrámos logo um criador que se desponibilizou a falar sobre a raça e hoje são nossos amigos - Ana e Artur Tarita, do gatil Gabriel's Place. Saímos de lá com a promessa de na segunda-feira irmos ter com eles e trazer o nosso mais recente membro da familia. O Odin é o gato mais amoroso que alguma vez conheci, é grande cheio de pelo e um optimo relações publicas aqui na casa e em exposições. Infelizmente passou por maus momentos quando apesar dos nossos cuidados em deixar as janelas fechadas caiu da varanda, um terceiro andar. Devido á incompetencia dos veterinários que o assistiram passou mais de uma semana com a pata partida junto ao pulso. Foi radiografado por diversas vezes da cabeça aos "joelhos", não posso dizer aos pés, foi exactamente esse o erro, as patas nunca foram radiografadas. Quando o gato começou a tentar andar verificámos que a pata fazia um movimento anormal... foi quando regressamos mais uma vez ao veterinário e nos queixámos, a vet disse que deveria ser um entorce... insestimos que existia um movimento que não seria possivel sem a pata estar partida. Lá foi radiografado mais uma vez e lá estava ... uma fractura muito feia.

O Veterinário assumiu que se fosse ele a corrigir aquela fractura que muito provavelmente o Odin não voltaria a mexer a pata normalmente. Para nós isso era inconcebivel, fomos a outro veterinário. Ficou de imediato marcada uma cirurgia com a certeza de que tudo ía correr optimamente, o pata ía ficar como nova. Estavamos muito felizes.

A operação correu bem, levou um “ferrinho” a segurar as duas partes do osso. Esse “ferrinho” poderia ter ficado na pata, mas infelizmente ao fim de dois meses o Odin continuava a não andar bem. Não era bom sinal e foi marcada nova cirurgia, o “ferrinho” tinha de sair, estava a ser rejeitado.

Sem ter um ano completo este gato passou por várias anestesias e por duas operações. Foi terrivel, mas infelizmente os estragos foram maiores do que se pensou... e este gato que com apenas 8/9 meses pesava quase 5 quilos, com quase 2 anos pesava 3.600Kg. Muitas análises foram feitas ao longo deste tempo e não apresentavam nada de especial para além de um sistema imunitário fragilizado, identificado como sendo devido á extrema magresa. O Odin nunca perdeu a vitalidade, no entanto andava sempre cheio de fome, eu via-o a comer, por isso não era de não gostar da comida, no entanto não ganhava peso.

Um dia o Vitor observou com muita atenção os movimentos que o gato fazia enquanto comia. Ele não mastigava a comida engolia directamente, e de vez em quando abanava a cabeça. Estava identificado o problema. Os bagos da ração eram muito grandes e com a queda devia ter magoado o maxilar impossibilitando-o de mastigar a comida como deve ser. Foi de imediato trocada a ração para uns bagos especialmente pequenos, e em pouco tempo de 3.600Kg passou para 6.000Kg, o nosso gato estava de volta.

No meio destas andanças todas o Odin foi esterilizado, e hoje é o felizardo que pode passear junto das femeas sem ninguém o repreender. É o Sultão da casa, tem um harém só para ele.

Esta nossa primeira visita a uma exposição apenas aguçou a nossa curiosidade sobre as exposições. E assim na exposição seguinte, 21 e 22 de Fevereiro de 2004 em cascais, lá estavamos nós com os nossos dois gatinhos, Liiinnnndos de morrer, pelo menos aos nossos olhos :)

Fomos muito bem recebidos nesta exposição pelo Filipe e a Mira (Gatil de Lingen). Ajudaram-nos a perceber como tudo funcionava e nós ajudamo-los com o Inglês dos juizes. Foi divertido e como tal esta não foi a nossa unica exposição.

Já se passaram três anos e continuamos. É um passatempo diferente e conhecemos pessoas novas em todas as exposições. Para mim as exposições são um optimo convivio entre pessoas e tentamos o máximo possivel ajudar a organização do clube, sendo comissários e ajudando a montar e a desmontar a exposição.

Ser Comissário (ajudante do juíz) tanto para mim como para o Vitor é muito importante, é uma maneira de melhor conhecermos não só as diversas raças e as suas caracteristicas como a raça que criamos. Quem melhor do que os juízes que já viram milhares de Bosques para nos ajudarem a ver as caracteristicas mais importantes desta raça? É de salientar que gostariamos muito de um dia também de sermos juízes, o caminho de aprendizagem não é fácil e é moroso, mas ser comissário é o primeiro passo.

No entanto nem todos os gatos gostam de exposições, não vou tentar dizer que eles adoram, contudo existem uns que DETESTAM. Exempo disso é o nosso Edge. Assim esses ficam em casa. O Odin é o rei das exposições quando o levo adora estar com as pessoas todas e é optimo para mostrar o personalidade fantastica desta raça, no entanto desde que foi castrado só tem ído a mostras (não existe julgamento dos gatos, mas permite ás pessoas conversarem melhor com os criadores e poderem ver os animais com mais calma, acontecem por vezes no dia anterior á exposição em si, exemplos destes acontecimentos são a Batalha e a PetFil), o pelo dele não é dos melhores para manter em condições de uma exposição, demasiado oleoso e faz muitos nós. No entanto se tudo correr bem depois do verão irá voltar e fazer o campeonato de castrados.

Ser criador não é uma decisão que se tenha um dia ao acordar. Fazer uma ninhada entre os meus dois primeiros gatos esteve sempre na minha cabeça no entanto fazer criação a sério só veio depois de muitas exposições. Tomada a decisão poderadamente e decidindo que o limite de gatos no apartamento seria de 5, começámos á procura de uma gatinha que fosse ao encontro da nossa ideia do que seria um Bosques da Noruega.

Depois de muito pesquisar na net encontrámos uma criadora que tinha bosques que preenchiam a nossa ideia da raça. Contactamo-la e ficou reservado uma fêmea, procuravamos algo especifico, preto silver com tabby e pouco branco e que fosse daquela fêmea especifica. Ao fim de um ano nasceu a fêmea que procuravamos, mas tinha muito branco. A criadora questionou-nos se estavamos interessados e deu-nos até ás seis semanas para pensar e vermos o seu crescimento. Era uma gata linda e aos quatro meses a Kara Mia veio de avião com a criadora que passou o fim-de-semana em nossa casa.

Ilona Friedrich (gatil av Jostedalsbreen), é uma senhora muito simpática e amorosa. Tenho de lhe agradecer a sua disponibilidade pois quando fiz um artigo sobre os Bosques da Noruega, para a Magazine Animal, disponibilizou-se simpáticamente para responder a uma entrevista. Não posso deixar de agradecer também a Heather Anne Martin (gatil La Peyre) em Espanha que também me ajudou respondendo à entrevista possibilitado-me assim mostrar a vida de dois criadores que me são queridos e que têm linhas de criação totalmente diferentes.

Em Julho de 2005 tivemos a nossa primeira ninhada, entre a nossa primeira femea e o nosso primeiro macho - A Misty e o Odin marcavam o Inicio da nossa criação, nascendo assim o Gatil Wood Elf – Os elfos dos bosques, registados no CPF (Clube Português de Felinicultura) e consequentemente na FIFe (a federação internacional de gatos em que os seus associados se regem pelas mesmas regras e standards) a que o CPF pertence.

Depois desta primeira ninhada o Odin foi esterilizado e passou á reforma. Estavamos sem macho e assim procuramos outro que pudesse dar continuidade ao nosso gatil. Foi na Filandia que encontrámos o amor da minha vida - Blue-Viking The Edge é um gato amoroso que adora estar com pessoas, mas veio para nossa casa com sete meses e já marcava, foi complicado tê-lo junto de nós, ao fim de poucos meses tivemos de comprar novos sofás e ele passou a ter um espaço só para ele - a Cozinha juntamente com a marquise, era um espaço impermeavel que dava para ir lavando sem estragos de maior. Procurámos que tivesse sempre companhia de outro gato e assim as fêmeas foram rodando por aquele espaço. Foi nesta altura que decidimos que estava na hora de mudar de casa.

Para nós era imperetrivel encontrar uma vivenda que nos permitisse dar mais liberdade aos nossos animais. Apesar de ser uma raça que se adapta muito bem a apartamento, era visivel que todos eles gostavam do ar livre.

Foi dificil manter o acordo de apenas 5 gatos no apartamento e assim a Ally veio e o limite passou a ser seis :) Esta gatinha pouco dada a pessoas é um amor com os outros gatos. Recebe bem qualquer novo companheiro, no entanto se aparecem visitas de duas patas ninguém a encontra em lado nenhum da casa.

Quando começamos a criar deparamos-nos com um problema grave do ponto de vista da criação. O que acontece aos castrados? Estes não servem para criar e ocupam um lugar valioso de outro gato fértil. É prática comum na Europa, e noutros continentes, tanto em gatos como em cães, realojar estes elementos que já não são produtivos. Como criadora eu já referi esta prática como uma solução usada por alguns criadores. Não critico quem a use pois passo neste momento por esse problema, e que irá aumentar com o passar dos anos, no entanto acho que é visivel que não a uso. Considero ainda que os esterelizados são uma mais valia para os mais novos que nascem cá em casa, tendo assim um tio ou uma tia que possa ajudar na educação – Este é a prespectiva fria da criação, no entanto primeiro que tudo os gatos são os meus animais de companhia e acima de tudo a minha familia, e como tal promovo a sua felicidade e não o seu realojamento. Não digo desta água não beberei, mas para mim a minha felicidade depende dos meus amigos felinos, de todos eles. Quando vou de viagem para algum lado, o que acontece frequentemente pois gosto de conhecer pessoalmente os criadores de ouros países, sinto a falta deles como sentiria de um filho.

Em Abril de 2006 já tinhamos a nossa casa á venda, e foi exactamente no dia em que a Misty achou que era o melhor para dar á luz, tinhamos pessoas a visitar o apartamento, bela confusão :)

Esta ninhada como não tinhamos um macho adulto foi um cruzamento com um gato dos nossos amigos Forest Spirit, que nos têm ajudado muito na criação. Assistiram ao primeiro parto da Misty e não nos deixaram fazer asneiras, dando-nos apoio e transmitindo o conhecimento adquirido pela experiencia já de alguns anos.

Tendo no pensamento que já não faltaria muito para termos a nossa nova casa, o limite de gatos foi por água a baixo e numa viagem á Suécia onde visitamos uma criadora já nossa conhecida de viagens anteriores foi nos mostrado um macho lindo (na realidade como são eles todos) era um preto smoke com muito pouco branco. Que gato lindo para cruzar com a nossa estimada kara Mia, tinha as cores certas e não houve duvida que gostou logo de nós, adormeceu ao meu colo enquanto falavamos com as criadoras. Muito obrigada Marika (Gatil Mar’Michel’s) e Eva (gatil Stickertgarden) por este lindo gatinho. Tem tido uma boa carreira nas exposições já com várias nomeações e um BIS em Guimarães 2007. No entanto com as fêmeas a entrar em cio emagreceu muito, vamos tentar que depois do verão já tenha recuperado o peso ideal e possa voltar ás exposições. O Energy, ou Blackie como o chamamos, é um gato amoroso muito falador e refila por tudo e por nada. Adora trepar para os pontos mais altos que existam á volta dele, tem uma agilidade imensa. É muito namoradeiro e se vê uma fêmea vai logo fazer-lhe a corte, esteja ela em cio ou não.

Em Setembro desse mesmo ano veio a ninhada tão esperada da Kara Mia com o Edge, cinco lindos exemplares. No entanto o primeiro que nasceu teve de ser reanimado, tendo corrido risco de vida nos primeiros dias mas que sobreviveu como um lutador e rápidamente recuperou peso, mas nunca foi como os irmãos, ao nascer esteve muito tempo com falta de oxigenação nas patas traseiras, devido a ter o cordão umbilical enrrolado á cintura, asfixiando-o, e a cauda nunca ficou boa. Hoje vive com uma amiga minha e com os seus dois filhos, a filha mais nova com apenas dois anos adoptou-o logo e não o larga nunca. Foi lhe dado o nome de Pipoca, o nome da gata que tinha ficado em casa dos avós, e que agora parecia ter voltado :)

Na criação existem regras que devem ser cumpridas no sentido de assegurar a saude dos nossos gatos. Uma delas é evitar o Inbreeding (cruzamento entre familares, sendo proibido entre irmão) o que precavê o desenvolvimento de problemas congénitos, transmisiveis genéticamente. Que no entanto feito com conhecimento e percaução pode ser eficaz para acentuar traços representativos da raça e por isso desejaveis. Outra regra muito importante é o limite de 3 ninhadas a cada dois anos, por cada fêmea. É importante perceber que o organismo da gatinha se desgasta muito em cada ninhada e se deve dar tempo para ela recuperar.

Como um macho nunca vem só... O Rappel de criação da Carla Cagido (gatil Railway’s) veio para nós. É um gato expetacular com uma estrutura invejável, tendo ganho já dois BIS (Juniors) na exposição da Batalha 2006 e dois em adulto em Albufeira 2007. É um doce, mimalhas e que não pará de pedir festas. É muito molenga, não gosta de se mexer muito (como consequencia está gordooo) mas está sempre pronto para uma brincadeira com as penas.

Quando o Rappel veio estavamos em mudanças, já tinhamos encontrado a nossa casa de sonho, um terreno imenso com uma vivenda ideal para uma familia numerosa como a nossa. Hoje em dia ainda estamos em obras mas já ampliamos o espaço dos gatos existindo agora uma área exterior, com ligação á casa, onde temporariamente os machos vão ficar. Não tem as dimensões ideiais, mas assim foi nos possivel ter todos os nossos gatos ao pé de nós. Os machos talvez devido á competetividade, todos eles marcam, não sendo possivel mante-los dentro de casa. No entanto este espaço será para usufruto principal das fêmeas que assim poderão ir á rua em segurança. Os machos irão ter uma casa em madeira construida numa área grande no exterior. Vamos no entanto manter a ideia de que nenhum gato deverá ficar sózinho.

 

Mariana Alberto, Junho de 2007

bog 1 bog 2 bog 3 bog 4 bog 5 bog 5 bog 5